"Na vida cristã, se você quiser permanecer em pé, você precisa viver de joelhos"
Saule Luiz Pinheiro Goedert

Introdução às cinco linguagens do amor

As cinco linguagens do amor - Parte II

As cinco linguagens do amor - Parte III

As cinco linguagens do amor - Parte IV e V

Deus sempre está interessado na restauração do seu povo

Despedida do João Costa

Participação no Louvor no Congresso de Adolescentes na Congregação Vale da Bênção em Jonville - SC

Textos por Pb. Saule Luiz Pinheiro Goedert

8 de jun de 2011

BEM – AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS (Mateus 5. 7)

Nesta última terça-feira, dia 07 de junho de 2011, em continuidade ao estudo das bem aventuranças proposto pelo nosso Pastor, Luiz Donizetti, lhe acompanhamos na apresentação do texto de Mateus 5. 7, a respeito daqueles que praticam a misericórdia. Como não consegui estar no início de sua mensagem, pude começar a tomar nota, a partir do momento em que ele cita o texto de I João 4. 19 que diz: Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro”. Seguindo, o Pastor, falou dizendo que nós só manifestamos algum sentimento de amor ou de misericórdia para com nosso próximo, porque isto é apenas um reflexo do que Deus já fez por nós. A misericórdia de Deus redirecionou a nossa rota, diz o Pastor, mudou nosso rumo, pois estávamos condenados ao inferno. A demonstração daquilo que Deus já direcionou para nós, é quando aplicamos misericórdia para com os outros. Existem conceitos diversos sobre a misericórdia. Misericórdia, de forma bem simples, segundo nosso dicionário, significa ter piedade, compaixão que é despertada pela infelicidade de outra pessoa. Para entendermos isto pelo ponto de vista bíblico, precisamos perguntar, onde se originou a misericórdia? Os japoneses, por exemplo, já criaram robôs que falam, choram, sorriem, mas não conseguem implantar neles o sentimento de compaixão, porque este sentimento é uma patente de Deus. Em Oséias 6. 6 vimos qual é o princípio da misericórdia: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. O texto aqui citado foi lido pelo obreiro, irmão Pedro. Em seguida o Pastor disse que o desejo de Deus é apenas o reflexo da sua natureza. Nós desejamos aquilo que nós somos. Deus é o pai da misericórdia e pai é aquele que produz, que dá origem. Em Lucas 6. 36 encontramos: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”. Este texto foi lido pelo irmão Claudemir. Quando o filho nasce, diz o Pastor, ele carrega em si, uma herança genética e parte do caráter do pai. O filho quer se parecer com o pai. Nós, portanto, somos filhos de Deus. Outrora éramos filhos da ira, mas agora nós somos filhos de Deus e o filho deve se parecer com o pai. O filho tem que ser misericordioso porque o pai é misericordioso. Como manifestaremos esta misericórdia advinda de Deus? Ela é de princípio espiritual, portanto não está simplesmente alinhada com o campo da psicologia. A prática da misericórdia está acima do campo das emoções. Eu posso teatralizar ou manipular as pessoas, fazer que choro, mas não derramar nenhuma lágrima. A misericórdia é fruto do amor de Deus. Na área relacional, quando tratamos de amor, eu estou falando da capacidade de perdoar. Sentimentos entranháveis da misericórdia de Deus. Quem é nascido de Deus, ama. O amor tem que ser incondicional e não circunstancial. Se você ama, as misericórdias de Deus vão se manifestar na sua vida e na vida das demais pessoas.

Graça e misericórdia andam de mãos dadas e a nossa salvação está fundamentada sobre estes dois pilares. Em Efésios 2. 3 – 5 diz: “3) Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. 4) Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 5) Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),”. Isto é base de sustentação do plano da salvação de Deus para nossa vida. Deus não é apenas aquele que deu início a misericórdia, mas Ele é rico em misericórdia.

Vamos separar uma da outra, para entendermos melhor. Misericórida é, não receber aquilo que merecemos. Você já pensou no que você merecia? A misericórdia de Deus desviou a sentença que estava sobre nós, pois foi cravejada na cruz. Graça, é receber aquilo que nós não merecemos. Estamos aqui hoje, porque nós fomos justificados na cruz. Eu não mereço estar aqui, mas a graça de Deus me ofereceu isso. Do ponto de vista teológico, a misericórdia tem um significado de não aplicar a punição de que merecíamos. Quando nós pecamos, muitas vezes, Deus aplica sua misericórdia e não nos dá exatamente a punição de que merecemos. Só podemos dar aquilo que temos! Se você é misericordioso, você verá a lei da semeadura. Tem uma coisa que precisamos entender, graça e misericórdia andam juntas, mas também não podem se separar da justiça. A justiça será aplicada sem misericórdia para aqueles que não usam de misericórida. Quando a gente erra, o que nós pedimos imediatamente a Deus? Dizemos, misericórdia de mim que sou um pecador! É a primeira palavra que vem, misericórdia. E quando o outro erra, o que vem na sua mente? Será que não haverá justiça? Será que o Pastor não está vendo? Você já pensou, se você fosse objeto da justiça de Deus, sem que Ele usasse de sua misericórdia? Quando são os outros, pedimos justiça. Quando somos nós, misericórdia Deus. Quanto mais amor de Deus tivermos em nosso coração, mais misericórdia teremos. É algo tão difícil de se encontrar na natureza do homem! Em Romanos 12. 8 vimos: “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A misericórdia foi tratado pelo Apóstolo Paulo como um dom. Ninguém nasce com misericórdia e você pode ver isso numa criança. Ela sempre defende o que é seu, seja com biliscão, arranhões, etc. A misericórdia não é uma coisa que compramos, ela vem de Deus como um dom. Eu não mereço, é bondade de Deus. Devemos exercitar este dom com alegria, mesmo sabendo que a pessoa precisa, mas não merece, pois o diabo, que é o maior acusador, vai se responsabilizar de lembrar você disso. Não aplique a misericórdia por imposição, exerça-a com alegria. Aquele que plantar misericórdia, colherá misericórdia.


Resumo da mensagem pregada pelo


Pastor Luiz Donizetti Floriano



Congregação do João Costa



Distrito XXIII

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