"Na vida cristã, se você quiser permanecer em pé, você precisa viver de joelhos"
Saule Luiz Pinheiro Goedert

Introdução às cinco linguagens do amor

As cinco linguagens do amor - Parte II

As cinco linguagens do amor - Parte III

As cinco linguagens do amor - Parte IV e V

Deus sempre está interessado na restauração do seu povo

Despedida do João Costa

Participação no Louvor no Congresso de Adolescentes na Congregação Vale da Bênção em Jonville - SC

Textos por Pb. Saule Luiz Pinheiro Goedert

22 de nov de 2009

QUANDO NOS TORNAMOS VÍTIMAS DA FRUSTRAÇÃO

Todos nós temos desejos e sonhos. Alguns deles são simples e palpáveis, outros complexos, abstratos e até mesmo, inatingíveis. Aqui começa então o desencadeamento daquilo que chamamos de frustração.
A partir do momento em que projetamos ou traçamos alguma meta ou objetivo em nossa vida, nosso coração passa a almejar a totalidade dessa conquista. Muitas vezes ou algumas vezes, mesmo quando se busca em Deus e na sua palavra uma orientação e direcionamento para nossos projetos ou decisões a serem tomadas, nem sempre obtemos a resposta que gostaríamos e, portanto, dentro desse aspecto de insatisfação, acabamos por tomar uma postura ou decisão afoita e precipitada, sem termos certeza sobre o que realmente devemos fazer.
Levando-se em consideração o fato de que somos indivíduos extremamente impacientes, o que menos gostamos de fazer, quando se trata a respeito da realização dos nossos desejos, é esperar. E esse é um comportamento totalmente ao inverso do que nos ensina o Salmo 40. Essa impaciência pode tornar-se uma grande armadilha, conduzindo-nos a precipitações. Assumindo tal comportamento, já não mais estamos sendo guiados pelo Espírito (Gálatas 5. 18) e, sim, pelas nossas emoções e, como a palavra de Deus diz em Provérbios 14. 12, que há caminhos que para o homem parecem ser bons mas, o fim deles são caminhos de morte, se formos insensíveis à voz de Deus para realização ou conquista de nossos objetivos, poderemos sim, sermos acometidos pelo cumprimento desta palavra em nossa vida.
Às vezes queremos tanto alcançar essas metas projetadas ou imaginárias que chegamos a ponto de pressionarmos as duas mãos aos ouvidos em desapontamento quanto à vontade ou resposta de Deus às nossas petições. Nem sempre Deus diz sim! Às vezes, ele diz não e, outras vezes, espere. E essa, definitivamente é a resposta que não queremos ouvir. Nessa hora, é importante ter muita sensibilidade à voz do espírito Santo, pois se não tivermos essa sensibilidade, poderemos criar uma resposta imaginária ao espere do Senhor, deduzindo que se Ele não falou é sinal de que não aprovou nossa petição e acabamos perdendo uma grande oportunidade ou bênção em nossa vida. Ao contrário disso, pode-se deduzir também, que o silêncio de Deus, é um sinal de aprovação, como o de quem diz, você é quem sabe, você decide. Com essa falta de sensibilidade, o que acaba acontecendo é que não percebemos Deus falar conosco. Às vezes, ele já nos respondeu, mas não conseguimos compreender sua mensagem e ficamos esperando por uma visão arrebatadora, um profeta de outra cidade, estado e, se for possível, até mesmo de outro país para falar conosco, quando Deus está falando diretamente em nosso coração ou através de um sonho, usando uma criança ou até mesmo em um simples acontecimento, pelo qual nem mesmo damos importância. Mas, de uma forma ou de outra, Deus está se revelando e precisamos ouvir a sua voz para não acabarmos sendo vítimas da frustração.
Quando Deus diz espere, ele está dizendo, não é a hora, não é o momento, você ainda não está pronto. Negligenciando esta resposta divina, certamente iremos encontrar ou colaborar para o surgimento de várias frustrações em conseqüência dessa atitude. O que exemplifica muito bem essa questão é a história do patriarca Abraão, que recebeu uma promessa de Deus e, devido à demora Dele, na visão humana, em concretizar essa promessa, Abraão se antecipou à sua vontade e como resultado dessa precipitação, ainda hoje vimos conseqüências disso pelas guerras constantes que acontecem entre os dois povos que surgiram da linhagem de Abraão que foram, Ismael (precipitação humana) e Isaque (filho da promessa). Encontramos a história completa desse episódio a partir do capítulo 15 do livro de Gênesis.
Falando de frustração, esse sentimento geralmente é proveniente de missões não concluídas, sonhos que não se realizam, metas não atingidas. Na vida, todos devemos objetivar um alvo para alcançar e, isso, o considero eu, é uma necessidade básica para a sobrevivência de qualquer pessoa. Quando alguém perde seu objetivo, seu foco ou sua expectativa, perde juntamente, parte da sua vida. Observa-se que, em seqüência da frustração ou até mesmo da falta de objetivo, dependendo do grau de sua manifestação, uma força avassaladora começa a rasgar e a doer no peito, chamada de decepção, seguida do desânimo, da desesperança e, em casos mais graves, da depressão. Por isso, a importância de cultivarmos o fruto do Espírito chamado temperança (Gálatas 5. 22) e vivermos de forma moderada, com metas e planejamentos alcançáveis, sem muitos sonhos absurdos e, pela lógica humana, impossíveis.
O Profeta Neemias, em seu livro no capítulo 8 e versículo 10, relatava a palavra de Deus dizendo que, a alegria do Senhor é a nossa força. Em conseqüência das frustrações ocorridas em nossa vida, em algumas delas, somos pego despreparado, espiritual, emocional, física ou financeiramente para suporta-las e chegamos a um cenário de melancolia e tristeza, perdendo nossas forças. Mas em contrapartida, sou feliz quando vejo Paulo conversando com Deus em oração, na sua segunda carta aos Coríntios 12. 8-9, e percebo que em meio a todas essas frustrações decorrentes de precipitações, imposição de metas e sonhos inalcançáveis e até mesmo em casos de falta de determinação, coragem ou ousadia em ir em busca dos próprios sonhos, que Deus é o que opera em nós o seu poder em meio as nossas fraquezas, para que sejamos aperfeiçoados em sua presença e tenhamos consciência de que ainda que quiséssemos, não somos super-homens, pois sempre haverá um espinho em nossa carne, fazendo com que venhamos, buscar cada vez mais, a face de Deus. Com isso, concluo dizendo, é melhor sermos, em qualquer circunstância, confiantes em Deus, assim como Jó o foi, e sempre lançarmos sobre Ele todas as nossas ansiedades, porque Ele tem cuidado de nós (II Pedro 5. 7), agindo assim seremos menos vitimados pelas frustrações e todas as nossas expectativas estarão centralizadas na mais perfeita vontade de Deus.

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